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Lula diz que Brasil prioriza negociações com governo Trump antes de aplica reciprocidade em tarifas

Lula busca negociação com os EUA para evitar tarifas, mas ameaça recorrer à OMC em caso de não avanço. A indústria automotiva brasileira pode ser impactada pela nova política de tarifas imposta por Trump.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Brasil busca negociar com os Estados Unidos sobre as tarifas do presidente Donald Trump antes de tomar medidas como a reciprocidade.

Lula mencionou a possibilidade de recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) e aplicar sobretaxas nos produtos americanos se itens brasileiros forem tributados.

Ele afirmou: "Queremos gastar todas as palavras do nosso dicionário para fazer o livre comércio" no encerramento de sua visita ao Vietnã, após Trump anunciar uma taxa de 25% em automóveis e peças não fabricados nos Estados Unidos.

Embora o Brasil não exporte diretamente para os EUA, ele pode ser afetado pela cadeia global da indústria automotiva.

Trump também impôs tarifas recíprocas a partir de 2 de abril e taxas sobre aço e alumínio, com início em 12 de abril.

Lula enfatizou: "Os Estados Unidos não estão sozinhos no planeta Terra." Contudo, diplomatas brasileiros consideram a OMC "paralisada" devido à falta de juízes indicados pelos EUA, inviabilizando sua atuação em disputas comerciais.

O vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro de Relações Internacionais Mauro Vieira já se reuniram duas vezes com representantes dos EUA para discutir as novas taxas.

Lula expressou incerteza sobre as repercussões: "Não sei se isso vai repercutir na inflação americana," referindo-se também ao possível aumento da taxa de juros.

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