Lula diz que não há espaço para terceira via em 2026 e critica Zema
Lula criticou o uso do comércio internacional como ferramenta de coerção e reafirmou o apoio à soberania do Panamá sobre o canal. Durante a visita do presidente panamenho, foram discutidas parcerias comerciais e a participação na COP30 em Belém.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o comércio internacional é usado como "instrumento de coerção e chantagem" durante visita do presidente do Panamá, José Raúl Mulino, ao Brasil.
Lula defendeu a soberania panamenha sobre o canal do Panamá, alvo de afirmações do presidente dos EUA, Donald Trump. O Brasil apoiará a compra de quatro aviões Super Tucano da Embraer pelo Panamá.
No encontro, Lula reafirmou o compromisso com o multilateralismo e a integração regional, destacando a importância da autodeterminação dos povos diante de tentativas de hegemonia.
Lula citou: "quem semeia bandeiras, colhe soberania", relembrando a luta do Panamá pelo controle do canal, administrado pelos EUA até 1999. Ele frisou o apoio do Brasil à soberania panamenha e ao tratado de neutralidade do canal.
Recentemente, Trump expressou vontade de tomar o canal, sendo este de grande relevância geopolítica e comercial. Em abril, EUA e Panamá assinaram um acordo que prioriza o uso do canal por americanos sem taxas por três anos.
A visita de Mulino destaca a diplomacia brasileira em defesa do multilateralismo, em meio a tensões entre EUA e Brasil. Lula convidou Mulino para a COP30, conferência sobre mudanças climáticas, programada para Belém em novembro.
Mulino, que assumiu a presidência em 2024, já se encontrou com Lula antes, destacando oportunidades comerciais após o Panamá se tornar membro associado do Mercosul. Lula planeja visitar o Panamá em janeiro de 2026.