Lula e Tarcísio rivalizam em disputa sobre ‘paternidade’ de operação contra o crime organizado
Operações contra o crime organizado geram debate político e tensionamentos entre governo federal e estadual. Enquanto Lula destaca a ação como resposta histórica, Tarcísio reivindica protagonismo das polícias paulistas.
Operações contra o crime organizado geraram um embate político nesta quinta-feira (28).
A operação Carbono Oculto focou em empresas de combustíveis e do mercado financeiro que lavam dinheiro para o PCC. Participaram 1.400 agentes, com cerca de 200 mandados cumpridos em dez Estados, incluindo a Faria Lima, em São Paulo.
Três operações simultâneas:
- Carbono Oculto
- Quasar
- Tank
As ações foram coordenadas pela Polícia Federal, Receita Federal, polícias estaduais e o Gaeco.
Lula e Tarcísio de Freitas disputaram protagonismo nas redes sociais. Lula destacou a operação como “a maior resposta do Estado ao crime organizado” e Tarcísio ressaltou a inteligência policial paulista.
Pressão política: Aliados de Lula acusam o governo paulista de se apropriar dos resultados, enquanto próximos a Tarcísio afirmam que o Planalto tenta minimizar o papel do MP-SP.
A situação também trouxe à tona debates sobre segurança pública. O ministro Lewandowski defendeu a PEC da Segurança, enfrentando resistência de governadores.
No cenário eleitoral, Lula se prepara para a reeleição em 2026 e Tarcísio é um nome forte na direita após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro até 2030.