Lula quer juro mais barato em linha de crédito para reformas habitacionais
Governo federal busca ajustar linha de crédito para reformas habitacionais, visando reduzir taxas de juros e aumentar recursos disponíveis. Reunião com ministros e presidentes de bancos discute possíveis impactos no endividamento do país.
A linha de crédito para reformas habitacionais no Brasil deve sofrer ajustes após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitar uma taxa de juros menor para aliviar o custo dos trabalhadores. A preocupação é que isso eleve os subsídios do governo.
A medida foi discutida em reunião com os ministros Fernando Haddad, Rui Costa, Jader Filho, e líderes de instituições financeiras, como o Banco Central e a Caixa.
O governo pretende destinar R$ 7,5 bilhões para esses financiamentos em 2025 e valores iguais em 2026, ano eleitoral. Os recursos virão do Fundo Social do Pré-Sal, que pode ter sua remuneração ajustada a pedido de Lula. Isso geraria um subsídio implícito maior para o governo.
A diminuição da remuneração do fundo aumenta o endividamento do país, embora não impacte diretamente as regras fiscais. Empréstimos do Minha Casa, Minha Vida têm taxa em 4,88% ao ano, mas bancos ainda cobram um spread adicional.
O governo também aprovou a participação do FGHab como garantidor de parte das operações. Com R$ 1 bilhão disponível, estima-se que o fundo possa cobrir R$ 2 bilhões em operações.
A política visa beneficiar o público de menor renda, reduzindo a inadimplência e, consequentemente, os juros. Lula busca garantir condições justas para os trabalhadores no custo das operações.
Entre as propostas está um novo modelo de crédito habitacional, permitindo maior flexibilidade no uso de recursos do SBPE. O novo modelo elimina o direcionamento dos depósitos e pode levar a um aumento no custo habitacional, o que preocupa o setor da construção civil.
Atualmente, a mudança gera receios sobre a organização do setor e possíveis riscos sistêmicos para o sistema financeiro.