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Lula reconduz Gonet ao cargo de procurador-geral antes do julgamento de Bolsonaro

Paulo Gonet foi reconduzido ao cargo de procurador-geral da República em um momento crítico, próximo ao julgamento de Jair Bolsonaro. A decisão de Lula é vista como um reconhecimento à atuação discreta de Gonet nas investigações contra políticos.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi reconduzido ao cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira, às vésperas de um julgamento que pode condenar Jair Bolsonaro por envolvimento em trama golpista.

A recondução foi selada durante reunião no Planalto. Gonet, que tomou posse em dezembro de 2023, enfrentará uma nova sabatina no Senado Federal, onde necessita de pelo menos 41 votos favoráveis para continuar no cargo. Em 2023, obteve 65 votos.

A antecipação da recondução é vista como um aceno de Lula a Gonet, que tem agido de forma discreta nas investigações sobre políticos. A medida visa evitar especulações sobre a sucessão no MPF.

Em fevereiro, Gonet formalizou denúncia contra Bolsonaro e 33 pessoas por um golpe de Estado após as eleições de 2022. Em julho, pediu a condenação de Bolsonaro e mais sete réus, alegando que "as evidências são claras" sobre sua atuação sistemática para incitar insurreição e desestabilizar o Estado Democrático.

Além disso, Gonet denunciou o então ministro das Comunicações, Juscelino Filho, por desvio de emendas, levando à sua demissão. As acusações são baseadas em relatório da Controladoria-Geral da União e envolvem uma empresa de fachada contratada por órgão público. O ministro Flávio Dino deve avaliar se a denúncia se torna ação penal no Supremo.

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