Lula trava criação de comissão para fiscalizar contas de Itaipu
Proposta de criação da Comissão Binacional de Contas da hidrelétrica de Itaipu está suspensa, aguardando negociações sobre tarifas de energia. Críticas aumentam em relação à falta de transparência e gastos bilionários da usina em projetos não relacionados à geração de energia.
Comissão Binacional de Contas da Itaipu: criação está parada desde 2023.
Governo Lula trava proposta que visa a fiscalização dos gastos da hidrelétrica, aguardando negociações sobre o Anexo C das tarifas de energia, previstas para retomar em junho de 2024.
Gastos controversos: R$ 1,3 bilhão para a COP30 e R$ 15 milhões para evento do G20 suscitam críticas por falta de transparência. A fiscalização regular não se aplica devido à natureza binacional da usina, mas a empresa assegura que segue padrões internacionais.
Orçamento de 2025: aproximadamente R$ 9 bilhões alocados em rubrica “outros”, impactando a tarifa de energia. A hidrelétrica ampliou seu alcance, beneficiando 434 municípios.
Atrasos na implementação: A criação da comissão de contas foi acordada em 2021, mas o processo foi paralisado e requer aprovação do Congresso em ambos os países.
Controvérsias e conflitos: Itaipu enfrenta críticas sobre gastos com convênios e falta de clareza em suas despesas, que afetam os consumidores de energia. Os projetos são auditados externamente, mas a transparência é questionada.
Influência da primeira-dama: Janja Lula da Silva, com vínculos anteriores na hidrelétrica, leva patrocínios a eventos, como no caso da COP30.
Implicações financeiras: Contas com deficit apontadas pela Aneel, apesar das alegações de Itaipu, ressaltam a complexidade das negociações e da gestão financeira da usina.
Perspectiva futura: A criação da Comissão de Contas depende da finalização das discussões sobre o novo Anexo C, com previsão de conclusão até maio de 2025.