Luminol da UFRJ usada na investigação de crimes, agora pode ajudar a salvar vidas
A fórmula desenvolvida pela UFRJ, que é amplamente utilizada em investigações policiais, agora poderá ser aplicada na área da saúde para prevenir infecções hospitalares. A parceria com a Belcher Pharmaceuticals promete expandir o uso do luminol e beneficiar hospitais brasileiros nos próximos anos.
Luminol, substância usada para detectar vestígios de sangue invisíveis, é essencial para a Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Em 2023, foi aplicado em mais de 3.800 exames. Desenvolvido pela UFRJ, o produto é comparado a concorrentes internacionais e poderá agora ser usado em unidades médicas para prevenir infecções hospitalares.
A Belcher Pharmaceuticals, dos EUA, planeja investir R$ 4,5 milhões na exploração do produto por dez anos, gerando royalties para a UFRJ.
O luminol, um quimioluminescente, brilha em contato com sangue e permanece ativo por seis meses, ao contrário de similares que duram apenas duas horas.
Segundo o professor Cláudio Cerqueira Lopes, a tecnologia pode salvar vidas ao detectar sangue em equipamentos médicos, reduzindo o risco de contaminações.
A duração e estabilidade química superior do luminol da UFRJ o torna ideal para ambientes hospitalares de alta demanda, segundo Emanuel Catori, presidente da Belcher no Brasil, que planeja estudos-piloto em hospitais brasileiros.
Após aprovação da Anvisa, espera-se que o produto chegue aos hospitais em 12 a 18 meses.
Atualmente, a UFRJ produz 30 litros de luminol por mês, atendendo apenas a demanda da Polícia Civil. A parceria com a Belcher visa aumentar a produção.
Casos emblemáticos como a chacina da Baixada e o caso Staheli destacam a eficácia do luminol em investigações criminais no Brasil.