Macron defende Judiciário independente após condenação de Le Pen
Macron reafirma a importância da independência da Justiça após condenação de Le Pen. A ex-eurodeputada critica a decisão, que a torna inelegível por cinco anos.
Macron defende a independência da Justiça
No dia 2 de outubro, Emmanuel Macron, presidente da França, declarou que "a autoridade judicial é independente".
A afirmação aconteceu após uma condenação de Marine Le Pen a cinco anos de inelegibilidade por desvio de fundos do Parlamento Europeu.
Le Pen, que criticou a Justiça francesa, não pode se candidatar a futuras eleições, mas poderá recorrer. Se sua apelação for decidida antes das eleições de 2027, ela poderá concorrer se for absolvida.
Macron destacou, em reunião do Conselho de Ministros, que os magistrados devem ter proteção e que todos têm o direito de recorrer.
A porta-voz do governo, Sophie Primas, reafirmou três pontos de Macron:
- A Justiça é independente e deve ser respeitada.
- Não se toleram ameaças contra os magistrados.
- A lei é a mesma para todos.
Além da inelegibilidade, Le Pen foi multada em € 100 mil (R$ 624 mil), mas a penalidade será suspensa até o esgotamento dos recursos.
Após a sentença, Le Pen a classificou como uma “decisão política”, afirmando que o objetivo é impedi-la de vencer a eleição.
Se não concorrer, o nome cogitado da sua legenda é Jordan Bardella, que, embora não julgado, está envolvido no caso por seu passado como assessor parlamentar.