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Maduro anuncia entrega de 180 mil hectares de terras na Venezuela ao MST

Maduro entrega terras agrícolas ao MST com foco na produção agroecológica. O projeto visa fortalecer a parceria entre movimentos camponeses, indígenas e militares em prol da produção de alimentos para a Venezuela e o Brasil.

Nicolás Maduro, o ditador da Venezuela, anunciou a entrega de 180 mil hectares de terras agrícolas expropriadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Brasil. O objetivo é incentivar a produção agroecológica.

No anúncio feito por meio da TV estatal, Maduro descreveu o projeto como cooperativo e humano, envolvendo movimentos camponeses, indígenas e militares. As terras, expropriadas na década de 2000 durante o governo de Hugo Chávez, servirão para cultivar alimentos para o consumo na Venezuela, norte do Brasil e para exportação.

Entre as produções previstas estão:

  • banana,
  • mandioca,
  • frutas,
  • cana-de-açúcar,
  • abóbora,
  • carnes (frango, porco, bovina),
  • leite e derivados,
  • feijão,
  • hortaliças,
  • milho.

O projeto também inclui a criação de um banco de sementes tradicionais, um viveiro para reflorestamento e uma escola de formação.

O anúncio contou com a presença de Roxana Fernández, representante do MST, que destacou o compromisso do movimento com o povo venezuelano. Afirmou que essa ação reafirma solidariedade e internacionalismo.

Entre 11 e 14 de março, o MST promoveu mais de 70 protestos no Brasil, pedindo mais apoio à reforma agrária e criticando o agronegócio. O governo Lula remanejou R$ 40 bilhões no Orçamento de 2025 para programas aliados, incluindo R$ 750 milhões para o MST.

Recentemente, o governo Lula se comprometeu a apoiar a Venezuela na área agropecuária, com um acordo publicado que não prevê ajuda financeira. Essa reaproximação entre Brasil e Venezuela ocorre após a posse de Maduro no terceiro mandato.

Em 2014, um acordo similar entre a Venezuela e o MST havia gerado críticas de opositores, incluindo o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que sugeriu que poderia ameaçar os interesses internos do Brasil.

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