Mais da metade dos aprovados no CNU vai trabalhar pela 1ª vez no setor público
Ministra aponta que mais da metade dos aprovados no CNU são novatos no setor público, com desafios específicos na inclusão regional e de gênero. A segunda edição do concurso buscará ampliar a diversidade e a frequência das provas, visando aumentar a participação de mulheres e candidatos do Norte.
Mais da metade (52%) dos 6.711 candidatos aprovados no CNU (Concurso Nacional Unificado) não tem experiência no setor público, segundo a ministra Esther Dweck. Dentre os que têm experiência, 22% atuaram como servidores federais.
A ministra destacou que a ampliação do público é significativa, já que muitos concursos ocorriam apenas em Brasília. Entretanto, servidores públicos com experiência têm vantagem nas provas.
O primeiro CNU, realizado em agosto do ano passado, foi o maior concurso da história do país, com 2,1 milhões de inscritos e 970 mil que fizeram a prova. Foram disputadas 6.640 vagas para 21 órgãos federais, com salários de até R$ 22,9 mil.
A diversidade regional foi uma prioridade, com o certame ocorrendo em 228 cidades e aprovados de 908 municípios. O cadastro de reserva aumenta esse número para 1.400.
A ministra informou que o número de cidades na segunda edição dependerá dos inscritos, com a meta de que 94% dos candidatos estejam a até 100 km de um local de prova. Contudo, a logística em regiões como o Norte apresenta desafios.
A baixa aprovação de mulheres também é uma preocupação. Elas representaram 56% dos inscritos, mas apenas 37% dos classificados. Dweck disse que o ministério investiga as razões para isso, sugerindo que as mulheres podem ter mais dificuldades por causa de responsabilidades domésticas.
A pasta também irá avaliar com o MRE se a política de cotas para a diplomacia aumentou o número de candidatas aprovadas. O objetivo é que 40% dos aprovados na segunda fase sejam mulheres.
Dweck sugeriu que concursos mais periódicos podem facilitar a preparação dos candidatos, permitindo um estudo menos concentrado. O ministério estudará a eficácia da política de cotas para eventuais replicações em outros concursos.