Manhã no mercado: Turbulências no Fed e na França geram cautela em dia de IPCA-15 no Brasil
Mercados reagem a tensões políticas nos EUA e na Europa, com foco na tentativa de Trump de demitir diretora do Fed. No Brasil, indicadores de inflação e propostas fiscais influenciam o clima nos negócios.
Movimentação nos mercados domésticos é esperada nesta terça-feira, influenciada por fatores externos.
Cautela se destaca devido à nova investida do presidente dos EUA, Donald Trump, contra o Federal Reserve (Fed), buscando demitir a diretora Lisa Cook.
A situação na França também gera estresse nos ativos europeus, com uma possível destituição do governo após o primeiro-ministro François Bayrou convocar um voto de confiança.
- Índice CAC 40 da Bolsa de Paris cede 1,45%;
- Queda de mais de 6% nas ações de bancos como Société Générale, BNP Paribas e Crédit Agricole.
Por outro lado, o euro se mantém minimamente sustentado em relação ao dólar, que está fraco devido às tensões entre o Fed e a Casa Branca.
Na noite passada, Trump anunciou em carta a demissão de Lisa Cook, indicada por Joe Biden. Cook, cujo mandato se estende até 2038, nega irregularidades e afirma que não pretende renunciar.
A reação do mercado foi intensa, mas contida ao longo da madrugada. O dólar continua em queda, enquanto futuros dos índices acionários de Nova York permanecem estáveis.
As taxas de Treasuries de longo prazo estão em alta, com a taxa do T-bond de 30 anos subindo 4,3 pontos-base, para 4,933%. A curva americana se inclina em alerta para investidores.
Segundo o economista Michael Feroli, os esforços de Trump para remodelar o Fed podem aumentar riscos de alta na inflação.
No Brasil, fatores externos devem influenciar os mercados. O IPCA-15 de agosto pode impactar os negócios, principalmente se desviar das expectativas de deflação.
Além disso, o mercado ficará atento às discussões sobre a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, que será abordada na reunião de líderes nesta terça-feira.