Manifestantes em Israel pedem acordo para libertar reféns horas antes de reunião do governo
Protestos em Tel Aviv exigem o fim da guerra e a liberação de reféns, enquanto bombardeios israelenses em Gaza resultam em mais mortes e destruição. Situação humanitária se agrava com a escassez de ajuda alimentícia na região e a intensa pressão sobre o governo de Netanyahu.
Centenas de manifestantes tomaram as ruas de Tel Aviv nesta terça-feira (26) pedindo o fim da guerra e o retorno dos reféns do Hamas.
Enquanto isso, famílias fugiam da Cidade de Gaza após bombardeios israelenses que resultaram na morte de pelo menos 34 pessoas durante a noite, segundo autoridades locais.
Os ataques aéreos e de tanques continuaram nos bairros de Sabra, Shejaia e Tuffah, destruindo infraestruturas e casas. Um morador descreveu a situação como "terremotos", referindo-se ao medo provocado pelos bombardeios.
A ofensiva israelense gerou indignação internacional após o bombardeio de um hospital que matou ao menos 20 pessoas, sendo classificada de "completamente inaceitável" pela União Europeia.
Internamente, o governo de Binyamin Netanyahu enfrenta protestos, com manifestações em várias cidades. Os manifestantes seguraram fotos de reféns e criticaram a falta de um objetivo claro no conflito.
Einav Zangauker, mãe de um refém, declarou: "Por 690 dias, o governo tem travado uma guerra sem um objetivo claro." Ruby Chen também criticou a postura de Netanyahu, afirmando que ele prioriza a destruição do Hamas em vez da libertação dos reféns.
Um plano de cessar-fogo já aceito pelo Hamas aguarda aprovação de Israel, prevendo a libertação gradual de reféns em troca de prisioneiros palestinos. Enquanto isso, a situação humanitária em Gaza se agrava, com o PMA da ONU alertando para a insuficiência da ajuda humanitária recebida.
Carl Saku, diretor de operações do PMA, ressaltou que, apesar de um leve aumento na entrada de ajuda, ela é ainda "uma gota no oceano" para atender os 2,1 milhões de habitantes de Gaza.