Marcas chinesas de eletroeletrônicos vencem desconfiança e já superam 20% das vendas no Brasil
Crescimento das marcas chinesas em eletroeletrônicos no Brasil supera 20% do faturamento, sinalizando uma mudança no mercado. A confiança do consumidor aumenta, refletindo investimentos em produção local e marketing para competir com marcas tradicionais.
Marcas chinesas de eletroeletrônicos estão superando o preconceito de serem consideradas baratas e de baixa qualidade, conquistando o mercado brasileiro.
No primeiro semestre de 2025, 21% do faturamento do varejo de eletroeletrônicos foi gerado por fabricantes chineses, um aumento em relação aos 20% do ano anterior e 16% até 2019, segundo a consultoria NielsenIQ.
Essa tendência de crescimento é impulsionada por investimentos significativos em fábricas no Brasil e em construção de marcas, incluindo patrocínios e publicidade.
Marcas como Gree, Midea, Hisense e TCL estão se destacando, e novas como Oppo e Jovi introduziram smartphones premium. Esse movimento reflete a terceira onda de empresas asiáticas no Brasil, após as japonesas e sul-coreanas.
José Jorge do Nascimento, presidente da Eletros, afirma que o Brasil, com 212 milhões de habitantes, é um mercado extremamente atrativo. A demanda diverge em regiões, otimizando a receita durante todo o ano.
Além disso, produtos como ar condicionados são pouco presentes em lares brasileiros, com 80% das residências sem o equipamento. A renovação tecnológica mantém o interesse por novas compras.
A China busca expandir suas operações globalmente para não depender apenas da produção interna, especialmente após a pandemia.
Nos últimos anos, as marcas chinesas estão focadas em produtos premium, resultando em maiores vendas em valor do que em volume. Erica Andrade da consultoria observa que as chinesas buscam agora segmentar produtos mais sofisticados.
Um marco notável ocorreu em 2025, quando as vendas online de produtos chineses superaram as lojas físicas, representando 54% das vendas.
A participação das marcas chinesas em volume no mercado de eletroeletrônicos alcançou 14%, acima dos 13% em 2024, mostrando que conquistaram confiança no setor.