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Marco Rubio anuncia novas sanções dos EUA a juízes e promotores do TPI

EUA impõem novas sanções a juízes do TPI em resposta a investigações sobre cidadãos americanos e israelenses. O secretário de Estado afirma que o tribunal representa uma ameaça à segurança nacional e apoia ações contra a imagem de Israel.

Estados Unidos impõem sanções a quatro juízes e promotores do Tribunal Penal Internacional (TPI) nesta quarta-feira (20).

Dentre os sancionados estão funcionários de países aliados, como França e Canadá.

O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o TPI é uma ameaça à segurança nacional e um instrumento contra os EUA e Israel.

Rubio argumentou que os juristas tentaram investigar cidadãos dos EUA ou Israel sem consentimento das nações.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, elogiou as sanções, considerando-as uma ação decisiva contra uma campanha de difamação contra Israel.

Netanyahu é alvo de uma ordem de prisão do TPI por crimes de guerra na Faixa de Gaza, emitida desde novembro de 2024.

As sanções afetam o juiz francês Nicolas Guillou, que preside o caso de Netanyahu, e a juíza canadense Kimberly Prost, envolvida em um caso sobre a guerra no Afeganistão.

As medidas proíbem a entrada dos juízes nos EUA e congelam seus bens no país.

Rubio também sancionou dois promotores-adjuntos: Nazhat Shameem Khan (Fiji) e Mame Mandiaye Niang (Senegal), por apoiar o TPI contra Israel.

Essas sanções seguem outras quatro impostas em junho.

O governo Trump já havia rejeitado a autoridade do TPI, que é apoiado por quase todas as democracias europeias como corte de última instância.

Na sexta-feira, Trump se reuniu com o presidente russo, Vladimir Putin, apesar da ordem de prisão do TPI contra ele.

Com informações da AFP

Publicado por Nícolas Robert

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