Matemática de Trump põe em xeque ordem do comércio global. É a hora e a vez do Brasil?
Mercados globais reagem drasticamente ao anúncio do tarifaço de Trump, enquanto o Brasil mantém-se relativamente protegido. A bolsa brasileira teve perdas moderadas, refletindo uma dinâmica diferente dos índices internacionais.
Investidores acordam intrigados após o anúncio do tarifaço dos EUA, liderado por Trump. As bolsas de NY caíram 6%, o maior recuo desde a pandemia, e o 'índice do medo' disparou mais de 35%.
Reações globais são variadas: países incertos quanto à resposta, enquanto outros se preparam para retaliar, aproximando uma guerra comercial.
O Brasil, no entanto, se destacou, com o Ibovespa fechando em 131.141 pontos, queda de 0,04%, mas com valorização de 9% no ano. O giro financeiro foi de R$ 21 bilhões.
Alison Correia, da Dom Investimentos, explica que produtos brasileiros não devem ser fortemente impactados pelas tarifas, dada a balança comercial deficitária com os EUA.
O cenário global pode provocar estagflação nos EUA, afetando a demanda e, consequentemente, alavancando a desaceleração econômica em diversos países.
Ibovespa teve 56 de suas 87 ações em alta, sustentado por ações cíclicas. A fuga de riscos provocou quedas em ativos globais como dólar e commodities. Por outro lado, há um fluxo positivo em títulos soberanos brasileiros.
O dólar caiu 1,23%, chegando a R$ 5,63, o menor valor em mais de cinco meses, sugerindo um alívio na inflação e possibilidade de queda nos juros.
A taxa de DI para 2026 diminuiu de 15,01% para 14,78% ao ano, refletindo as novas expectativas do mercado.
Ainda há incertezas, pois a digestão do tarifaço de Trump continua. O impacto das tarifas é complexo e depende de como outros países responderão e se o Brasil pode aproveitar a situação para formar novas parcerias comerciais.