Megaoperação: Há indícios de que BK Bank e Bankrow atuavam juntas, diz Ministério Público
Investigação aponta que fintechs BK Bank e Bankrow atuavam juntas em esquema de ocultação de valores. Ministério Público revela ligações entre as duas empresas e práticas que desafiam a legislação de combate à lavagem de dinheiro.
Ministério Público de São Paulo investiga fintechs BK Bank e Bankrow por suspeita de atuação conjunta em uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (28).
A acusação aponta que a BK era usada para ocultar a origem de valores, com o uso de “contas bolsões”, prejudicando o sistema antilavagem de capitais.
A BK Bank se manifestou, afirmando que foi surpreendida pela operação e que está devidamente autorizada e regulada pelo Banco Central do Brasil.
A Bankrow também expressou surpresa, ressaltando que é uma empresa auditada pelo Banco Central e que aguarda acesso aos autos para maiores esclarecimentos.
A BK foi fundada em 2019, com sócios como Danilo Augusto e Camila Cristina, e um capital social de R$ 9,075 milhões. Enquanto isso, a Bankrow também foi fundada em 2019, mas não é regulada pelo Banco Central e tem sócios como Ciro Carneiro e Marcelo Dias.
O relatório do MP indica fortes vínculos entre as duas fintechs, incluindo:
- Mesmo sócio originário: Mario Luiz Gabriel Gardin
- Indícios de “procurações cruzadas”
- Compartilhamento de sede em Campinas (SP)
Além disso, a BK recebeu R$ 311.212.235,80 e enviou R$ 65.777.482,90 para a Bankrow.