Mendonça pede vista e suspende acordo de devolução do INSS
Ministro André Mendonça suspende julgamento sobre acordo para ressarcimento a aposentados do INSS. A decisão busca garantir a devolução de valores descontados indevidamente, mas depende da confirmação pelo Plenário do STF.
Ministro do STF André Mendonça pediu vista e suspendeu o julgamento que validaria a decisão de Dias Toffoli sobre a homologação de um acordo para a devolução de valores descontados indevidamente de aposentados e pensionistas do INSS.
O acordo foi firmado entre:
- AGU (Advocacia Geral da União),
- Ministério da Previdência Social,
- INSS,
- MPF (Ministério Público Federal),
- DPU (Defensoria Pública da União),
- CFOAB (Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil).
Para ter efeito, precisa da confirmação do Plenário do STF.
O objetivo é garantir o ressarcimento rápido e integral dos valores descontados, sem exigir que os beneficiários recorram ao Judiciário.
No julgamento virtual, estava 5 a 0 a favor da validação quando Mendonça interrompeu. O prazo para o pedido de vista é de 90 dias.
Toffoli determinou que os valores para ressarcimento não sejam contabilizados no limite fiscal do governo. Destacou, ainda, que as fraudes com descontos indevidos geraram decisões conflitantes e insegurança jurídica.
A ação foi ajuizada por Luiz Inácio Lula da Silva para uniformizar a interpretação sobre responsabilidade da União e do INSS. A crise afetou milhões de pessoas em vulnerabilidade.
Segundo a Operação Sem Desconto da PF:
- Antes, havia cerca de 52.000 ações individuais contra o INSS;
- Após a operação, estimam-se 9 milhões de descontos indevidos em 5 anos.
Toffoli alertou sobre o risco à capacidade do INSS de cumprir compromissos previdenciários e à sustentabilidade da política social, destacando a insegurança para beneficiários, muitos idosos e vulneráveis.