Menos ativos, mais geografia: a estratégia do Santander no exterior para investidores brasileiros
Santander recomenda diversificação geográfica em investimentos diante das incertezas do mercado. Especialistas destacam potencial de setores e regiões fora dos EUA para proteção patrimonial e crescimento.
Investimentos brasileiros em foco em meio a um dólar fraco
O dólar recuou em relação ao real, levando os investidores brasileiros a diversificarem suas aplicações, especialmente na B3.
As incertezas geopolíticas estão aumentando a busca por diversificação internacional. Segundo o chefe de alocação da Santander Asset Management, Renato Santaniello, é mais vantajoso, neste momento, diversificar geograficamente do que alternar ativos.
A alocação de portfólios está sendo ajustada, observando a previsão de cortes nos juros do Federal Reserve (Fed) e a volatilidade do mercado global. Santaniello ressalta a cautela do Fed em relação a cortes de juros devido às tarifas da inflação.
Mercados de interesse: Europa, Ásia e América Latina, especialmente em setores como tecnologia e saúde, que não estão acessíveis localmente.
Santaniello recomenda fundos que ofereçam alocação global e que replicam índices como:
- MSCI All Country World
- MSCI ACWI ETF
Esses fundos permitem aproveitar o potencial de diferentes mercados. A América Latina também pode se beneficiar do movimento global de investimentos.
Apesar das diversificações, as bolsas americanas ainda são vistas como promissoras, com projeções de crescimento de 10% a 15% nos próximos anos.
O Santander sugere alocações sem exposição cambial, para evitar flutuações do dólar. Investimentos com hedge cambial protegem o retorno, mas ficam mais vantajosos em cenários de dólar forte.