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'Mensagem ruim às mulheres' e 'exemplo de violência institucional': as reações à anulação da condenação de Daniel Alves

Tribunal catalão absolve Daniel Alves e anula condenação por agressão sexual. Decisão gera reações polarizadas entre defensores da justiça e ativistas pelos direitos das mulheres.

Tribunal Superior da Catalunha anulou a condenação do jogador Daniel Alves por agressão sexual, citando inconsistências e contradições no caso.

A decisão, divulgada na sexta-feira (28/3), permite recurso à Suprema Corte da Espanha.

Em fevereiro do ano passado, Alves foi sentenciado a 4 anos e 6 meses de prisão pelo Tribunal de Barcelona. A acusação envolvia uma mulher de 23 anos, alegando abuso no banheiro de uma discoteca em 31 de dezembro de 2022.

O jogador ficou preso preventivamente por 14 meses e foi solto em março de 2024 após pagar fiança milionária.

A decisão do tribunal destacou a “falta de confiabilidade” da denunciante e “insuficiência probatória”, resultando na absolvição de Alves.

A defesa do jogador comemorou a decisão. A advogada Inés Guardiola afirmou: “Estamos muito felizes. É inocente, como foi demonstrado”.

No entanto, a decisão foi criticada por políticas mulheres no Brasil e na Espanha.

  • A ministra da Igualdade na Espanha, Ana Redondo, expressou sua preocupação com a mensagem que a decisão pode enviar às mulheres.
  • Ex-ministra Irene Montero comentou que a sentença representa violência institucional.
  • Yolanda Díaz manifestou apoio à denunciante, ressaltando a necessidade de segurança para mulheres.
  • Juízes pela Democracia na Espanha consideraram a decisão corajosa.

No Brasil, políticas do Psol se manifestaram contra a absolvição, criticando a impunidade do agressor e a cultivation of a misogynistic justice system.

A mãe de Daniel Alves comemorou a decisão em sua conta no Instagram.

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