Mercado de aterros sanitários aposta no reaproveitamento energético do lixo
Investimentos em biometano ganham destaque no Brasil, com mais de R$ 8 bilhões destinados até 2029. O setor busca transformar resíduos orgânicos em energia, promovendo sustentabilidade e novas oportunidades comerciais.
Atividades dos aterros sanitários se expandem para além do recebimento e tratamento de resíduos, com foco na valorização de resíduos, especialmente na produção de biogás e biometano.
Hamilton Agle, CEO da Estre Ambiental, afirma: “O futuro é o reaproveitamento energético dos resíduos.” Pedro Maranhão, presidente da Abrema, destaca que projetos de biogás estão migrando para biometano, com investimentos de R$ 8 bilhões até 2029.
A Lei do Combustível do Futuro impulsiona a produção de biometano, obrigando concessionárias a comprar 1% do biometano equivalente ao consumo de gás natural.
Em 2024, o Brasil tem um consumo de 52,47 milhões de m³/dia. Sérgio Arosti, diretor da Solví, menciona a substituição do diesel pelo biometano como uma grande oportunidade. Milton Pilão, CEO da Orizon, reforça: “Temos um mercado de vastas oportunidades.”
A Solví inaugurou uma planta de biometano em Caieiras (SP) em 2024, recebendo 10,5 mil toneladas/dia de resíduos, com capacidade de 68 mil m³/dia. Uma nova planta deve operar ainda este ano em Minas do Leão (RS).
A Orizon, com 17 aterros e processamento de 9 milhões de toneladas/ano, investe R$ 1,2 bilhão em biometano. As plantas em Jaboatão (PE) e Paulínia (SP) terão capacidades de 110 mil e 200 mil m³/dia, respectivamente.
A Estre planeja três plantas de purificação de biogás, com investimento de R$ 300 milhões. Os aterros em Fazenda Rio Grande, Guatapará e Piratininga produzirão biometano.
A Marquise Ambiental prevê um investimento de R$ 500 milhões em biometano, com R$ 150 milhões já aplicados na planta de Fortaleza (CE) e planos para Osasco (SP) e Aquiraz (CE).
Acertos jurídicos são necessários para completar o ciclo de investimentos em Manaus (AM) e Porto Velho (RO).