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Mês do desgosto? Ibovespa fecha com recorde aos 141 mil pontos e sobe 6,3% em agosto

Ibovespa alcança crescimento significativo em agosto, impulsionado por expectativas de cortes na taxa de juros dos EUA e mudanças no cenário eleitoral brasileiro. Apesar de desafios, como a operação Carbono Oculto, o otimismo internacional e a nova máxima histórica sustentam o bom desempenho do índice.

Agosto é o mês do desgosto? Não para o Ibovespa, que registrou ganhos de 6,28% no período, o melhor mês desde agosto de 2024 (alta de 6,54%). Dos oito meses do ano, apenas dois foram negativos: fevereiro (-2,64%) e julho (-4,17%), acumulando valorização de 17,26% em 2025.

O benchmark da Bolsa renovou sua máxima histórica intradiária, aos 142.379 pontos, e de fechamento, aos 141.422 pontos, no último dia do mês.

Segundo a Ágora Investimentos, o mês foi marcado pela implementação das tarifas americanas e indicação do Federal Reserve de que atuará na redução de juros nos próximos meses. A pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, gerou aversão ao risco no mercado.

O cenário eleitoral também influenciou o mercado, com pesquisa Atlas mostrando vantagem na intenção de voto para Tarcísio de Freitas (Republicanos) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Alison Correia, da Dom Investimentos, mencionou que Tarcísio é visto como o "principal candidato da direita" e favorito do mercado.

No último pregão, o índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos EUA ficou em linha com o esperado, enquanto investidores monitoram a crise no Fed e a aplicação da lei de reciprocidade contra os EUA, que pode elevar a tensão entre os países.

No penúltimo dia do mês, o Ibovespa fechou em alta de 1,32%, aos 141.049,20 pontos, refletindo expectativas de cortes da Selic e mudanças na gestão presidencial em 2026. A alta ocorreu mesmo com a operação Carbono Oculto da Polícia Federal, com impacto restrito nos mercados.

O Brasil se mantém otimista com o cenário internacional. Contudo, a inflação PCE dos EUA, medida preferida do Fed, ficou acima da meta de 2%, reforçando cautela para a próxima reunião do Fed em 17 de setembro.

No Brasil, o Banco Central divulgou um déficit primário de R$ 66,566 bilhões em julho, maior que o esperado, elevando a preocupação com o fiscal do país.

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