Meta não vai usar notas da comunidade para punir usuários, diz empresa
Meta reformula sistema de checagem de fatos, substituindo verificadores terceirizados por notas da comunidade. Diretor Joel Kaplan garante que não haverá punições e que o novo modelo busca reduzir a parcialidade na verificação de informações.
Joel Kaplan, diretor de temas globais da Meta, afirmou que a plataforma não usará as notas da comunidade para punir usuários. Em entrevista à Fox News, Kaplan declarou que não haverá limite por usuário no novo sistema de checagem de fatos, que substituirá o sistema anterior.
Kaplan destacou que o antigo programa "transformou-se em uma ferramenta de censura" devido à sua parcialidade. No início de janeiro, a Meta anunciou o fim da verificação de fatos em parceria com empresas especializadas, adotando um sistema similar ao de Elon Musk no X (ex-Twitter).
Kaplan informou que "centenas de milhares" de pessoas já estão interessadas em participar do novo sistema. Ele enfatizou que, diferentemente dos checadores terceirizados, as notas da comunidade envolvem uma diversidade ideológica.
A seleção dos participantes será aleatória, e um algoritmo garantizará que pessoas que normalmente discordam concordem sobre erros detectados. Kaplan observou que todo conteúdo, exceto anúncios, pode receber notas, inclusive postagens de pessoas públicas.
Mark Zuckerberg, fundador da Meta, anunciou a decisão de encerrar a checagem de fatos, alegando que as práticas de moderação "foram longe demais" e que é preciso "restaurar a liberdade de expressão".
A decisão gerou reações variadas: o presidente do Poynter Institute, Neil Brown, a considerou "decepcionante" e refutou a ideia de censura. Politicos de direita celebraram a mudança, com figuras como Mario Frias e Gilson Machado elogiando a Meta por defender a liberdade de expressão.
O senador Flávio Bolsonaro afirmou que a censura não é saudável para a democracia, enquanto Magno Malta criticou Zuckerberg por suas posições anteriores, mas reconheceu um "recado" sobre censura ao STF.