Metade das cidades terão saneamento privado até 2026
As concessões e parcerias público-privadas irão aumentar significativamente a cobertura de serviços de água e esgoto no Brasil. O investimento previsto é de R$ 92 bilhões para modernizar e universalizar o saneamento até 2033.
Empresas privadas serão responsáveis pelos serviços de água e esgoto em 50% das cidades brasileiras até 2026. Atualmente, as concessões abrangem 30% dos municípios.
A carteira de leilões de 2025 está aquecida, com 26 projetos em concessões e PPPs (parcerias público-privadas), totalizando R$ 70 bilhões em investimentos. Os maiores projetos acontecerão no Pará e Pernambuco, atendendo 14 milhões de pessoas.
Para 2026, estão previstos 2 leilões, sendo o maior no Maranhão, com um investimento estimado de R$ 18 bilhões, e a privatização do esgoto em 48 municípios do Rio Grande do Norte.
Um total de R$ 92 bilhões será investido nas novas concessões e PPPs ao longo de 35 anos. Desde 2020, as privatizações já levantaram R$ 161 bilhões.
As outorgas elevaram o total movimentado pelas concessões de saneamento a R$ 216,5 bilhões. O ano 2024 foi o mais lucrativo, principalmente devido à privatização da Sabesp, a maior empresa de saneamento do Brasil.
Em 2025, o Marco Legal do Saneamento completará 5 anos, estabelecendo como meta 99% de água tratada e 90% de esgoto até 2033. Contudo, 42% da população ainda carece de serviços de esgoto, segundo o Instituto Trata Brasil.
A lei que facilitou as concessões privadas foi aprovada em junho de 2020 e enfrentou resistência do PT. Em 2024, o foco foi a privatização da Sabesp.
O Brasil possui uma situação crítica em saneamento. Em Belém, onde ocorrerá a COP30 em novembro de 2025, 80% da população não tem acesso a esgoto. Problemas semelhantes afetam São Paulo e Rio de Janeiro, onde a despoluição poderia beneficiar o turismo e o lazer.