Metralhadora de guerra e prêmio em Porsche de R$ 1 milhão: veja como PCC pretendia matar promotor
Promotor do Gaeco estava na mira do PCC após operação contra aliado da facção. Suspeitos foram presos enquanto planejavam um atentado com armamento pesado.
Promotor Amauri Silveira Filho foi monitorado pelo PCC após ação contra aliado da facção em Campinas, SP.
Criminosos levantaram informações sobre sua rotina, incluindo a academia que frequenta.
Denúncia anônima ao Ministério Público revelou um plano para executar o promotor. O carro utilizado seria uma Hilux SW4 blindada, sendo preparado em Goiás, com instalação de placa fria e metralhadora calibre .50.
A metralhadora pode perfurar blindagens e derrubar aeronaves, disparando até dez tiros por segundo.
O plano contava com a contratação de matadores de aluguel, incluindo um pistoleiro do Rio de Janeiro, financiado pela venda de um Porsche avaliado em quase R$ 1 milhão.
José Ricardo Ramos, dono da JR Ramos Transportes, seria o braço operacional do plano, já com passagens por homicídio e roubo.
O promotor se tornou alvo do PCC após liderar a Operação Linha Vermelha, que investigou Maurício Silveira Zambaldi, acusado de lavar dinheiro para a facção.
Zambaldi, após a operação, enfrentou pressão para retaliar, sendo cobrado por Sérgio Luiz de Freitas Filho, o “Mijão”, atualmente foragido na Bolívia.
Além do plano contra Amauri, os criminosos também planejavam executar um comandante da Polícia Militar não identificado.
O Gaeco, considerando a denúncia de extrema confiabilidade, pediu a prisão de Zambaldi e Ramos.
As prisões foram autorizadas pelo juiz Caio Ventosa Chaves, que classificou o plano como “macabro”. A ação foi cumprida na última sexta-feira, dia 29.
O Estadão busca contato com as defesas.