México rejeita tarifas dos EUA sobre países que comprarem petróleo da Venezuela, diz Sheinbaum
Claudia Sheinbaum critica tarifas dos EUA ao comércio de petróleo e reafirma princípios da política externa mexicana. A presidente defende que sanções econômicas prejudicam não apenas governos, mas também populações inteiras.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, rejeitou as tarifas alfandegárias de 25% anunciadas por Donald Trump para países que compram petróleo da Venezuela.
Sheinbaum criticou as novas represálias durante coletiva nesta quarta-feira, ressaltando que as tarifas teriam impacto em vários países, incluindo o México, parceiro comercial dos EUA no T-MEC.
Ela declarou: "Não estamos de acordo com a adoção de sanções econômicas aos países. Isto é um princípio da política externa mexicana."
A presidente enfatizou que tais medidas afetam não apenas governos, mas todo um povo, citando a posição do México contra o embargo dos EUA a Cuba.
Entre os maiores importadores de petróleo venezuelano estão China, Índia, Espanha e os EUA. A Venezuela enfrenta sanções americanas há anos e sofreu nova rodada em janeiro.
Trump acusou a Venezuela de enviar "de forma deliberada e enganosa" delinquentes aos EUA. Ele também ameaçou o México e o Canadá com tarifas, alegando que não estão fazendo o suficiente para combater a migração irregular.
No entanto, em março, Trump concordou em adiar a imposição das tarifas até 2 de abril após conversa com Sheinbaum. A presidente do México permanece firme em sua oposição às medidas dos EUA.