Michael Klein quer voltar ao comando das Casas Bahia para 'retomada da rota de crescimento'
Michael Klein busca reestruturar o conselho da Casas Bahia para recuperar a companhia e reposicionar a empresa no mercado. Com a proposta de sua volta, ele visa melhorar os resultados e reverter a tendência de queda nas vendas.
Michael Klein, filho do fundador do Grupo Casas Bahia, está retomando sua influência na empresa. Ele possui agora mais de 10% do capital total e solicitou uma assembleia extraordinária para alterar o conselho da companhia.
O objetivo é destituir Renato Nascimento, presidente do board, e Rogério Paulo Peres. Klein busca a presidência do colegiado e indica Luiz Carlos Nannini para o cargo de Peres, com foco em reestruturar a empresa.
Até a data do pedido, a fatia de Klein e suas empresas era de 9,49%, subindo para 10,42% após o envio da carta ao Conselho, destacando a intenção de retomar o crescimento da companhia.
A empresa enfrenta desafios, como uma fragilidade no mercado digital e resultados negativos significativos. Em 2023, a companhia teve R$ 2,6 bilhões em prejuízo, que baixaram para mais de R$ 1 bilhão em 2024 após acordos com credores.
As vendas online caíram 20% em relação a 2023, e o sucesso de Klein em sua volta é questionado por especialistas. O custo da dívida continua a pesar, comprometendo R$ 1 bilhão anuais da geração de caixa.
As ações da companhia tiveram alta recente, atingindo R$ 9,52, sem refletir necessariamente um apoio ao retorno de Klein, segundo analistas.
A proposta da assembleia inclui uma poison pill para proteção contra aquisições hostis e um aumento de 40% na remuneração do conselho, gerando controvérsias entre os acionistas.
O Grupo Casas Bahia reafirma que a composição do Conselho é uma prerrogativa dos acionistas e que o plano de transformação da companhia continua com foco em disciplina financeira e crescimento sustentável.