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Microsoft demite dois funcionários por protestarem contra laços com Israel

Funcionários demitidos se envolveram em protestos contra os laços da Microsoft com Israel, destacando a controvérsia sobre o uso do software Azure na vigilância de palestinos. A empresa afirma que as demissões foram resultado de violações de suas políticas internas.

Dois funcionários da Microsoft foram demitidos após protesto contra os laços da empresa com Israel, em meio à guerra em Gaza. As demissões ocorreram na quarta-feira (27), após a presença dos trabalhadores no escritório do presidente da empresa.

Um porta-voz da Microsoft afirmou que houve “graves violações das políticas da empresa” por parte dos funcionários.

Os demitidos, Anna Hattle e Riki Fameli, estavam entre os sete manifestantes presos durante a ocupação do escritório de Brad Smith, presidente da Microsoft. O grupo de protesto No Azure for Apartheid criticou a empresa por fornecer ferramentas a Israel e exigiu o corte de laços e reparações aos palestinos.

Uma investigação conjunta da mídia revelou que uma agência de vigilância militar israelense utilizava o software Azure da Microsoft para monitorar palestinos na Cisjordânia e Gaza. Em resposta, a Microsoft contratou uma investigação do escritório de advocacia Covington & Burling.

Funcionários da Microsoft têm protestado contra os vínculos da empresa, com incidentes anteriores resultando em demissões. O aumento da crise humanitária em Gaza tem gerado indignação global, especialmente após os recentes confrontos que resultaram em milhares de mortos.

O conflito escalou em outubro de 2023, após ataques do Hamas que mataram 1.200 israelenses, levando a uma ofensiva militar israelense com consequências devastadoras para a população palestina.

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