Milei cobrava US$ 20 mil por jantares privados como deputado
Javier Milei, presidente da Argentina, organizou jantares pagos com empresários antes de sua eleição, levando à discussão sobre a legalidade e as implicações éticas desses encontros. Enquanto isso, a corrupção política se torna uma preocupação crescente entre os eleitores.
Javier Milei, presidente da Argentina, organizou jantares exclusivos em 2023, com participação de empresários, onde cerca de US$ 20 mil eram arrecadados em cada evento. O dinheiro era levado em maços de notas de cem dólares, guardados por sua irmã, Karina Milei.
Durante esses encontros, Milei discutia seu plano econômico radical, enquanto os convidados se deliciavam com bife de chouriço. Não havia regulamentos sobre como Milei poderia gastar o dinheiro, e nenhum registro oficial dos pagamentos foi mantido, levantando questões sobre a legalidade.
Milei afirmou que os jantares eram uma extensão do seu trabalho como consultor econômico, e defendeu sua necessidade de ser pago pelo tempo. Apesar disso, a falta de documentação para os pagamentos levanta preocupações sobre possíveis acusações de suborno, mas ainda não houve investigação sobre as reuniões.
Seu relatório financeiro de campanha menciona apenas três contribuintes e não cita os jantares. A situação se agrava em meio a um aumento do escrutínio público após Milei ter promovido uma criptomoeda que colapsou em fevereiro. Embora sua popularidade permaneça, a corrupção é a principal preocupação dos eleitores.
Os jantares arrecadaram US$ 10 mil em 2021 e 2022, aumentando para US$ 20 mil em 2023. Dois organizadores, Darío Wasserman e Nicolás Posse, estão ligados aos eventos. Wasserman, que confirmou ter oferecido os jantares, negou ter pago Milei para comparecer. Posse não respondeu aos pedidos de comentário.