Milei culpa 'grupelho violento' por ataques nas ruas e nega corrupção
Javier Milei se defende de acusações enquanto um ataque violento interrompe ato de campanha. O presidente critica a elite política, alegando que as acusações de corrupção são táticas para desestabilizá-lo antes das eleições.
Javier Milei, presidente da Argentina, acusou nesta quinta-feira, 28, "um grupelho violento" pelo ataque com pedras que sofreu durante um ato de campanha.
O incidente ocorreu em meio a um escândalo de corrupção relacionado a fundos para pessoas com deficiência, dias antes das eleições provinciais em Buenos Aires e a dois meses das eleições legislativas nacionais.
Milei declarou: "Ontem, vivenciamos uma situação aberrante. Um grupelho violento começou a atirar pedras em nós". O ataque resultou na detenção de duas pessoas.
O presidente afirmou que o ataque ocorreu em um “contexto de operações difamatórias grosseiras” e se referiu às acusações de corrupção como "artimanhas da casta", a elite política que tenta “defender seus privilégios”.
O escândalo começou com gravações atribuídas a Diego Spagnuolo, ex-diretor da Agência Nacional de Deficiência (Andis), demitido após o vazamento. Nas gravações, Spagnuolo supostamente menciona a irmã de Milei, Karina, cobrando 3% sobre compras da Andis, acusação negada pela drogaria Suizo Argentina.
Milei concluiu que caberá à Justiça esclarecer as acusações e reafirmou sua disposição em colaborar.
As eleições provinciais ocorrerão em 7 de setembro e as nacionais em 26 de outubro, renovando parcialmente o Congresso e servindo como um termômetro para o governo Milei, que tem controlado a inflação, mas com severos cortes nos gastos públicos.