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Milei viaja aos EUA para possível encontro com Trump enquanto negocia com FMI

Javier Milei busca apoio dos Estados Unidos em negociações com o FMI enquanto se prepara para receber prêmio em Mar-a-Lago. O encontro com Trump pode ser crucial para o novo acordo de 20 bilhões de dólares que a Argentina almeja.

O presidente da Argentina, Javier Milei, viaja nesta quarta-feira, 2, para a Flórida, onde pode se reunir com o presidente dos EUA, Donald Trump.

A reunião ocorre em meio a negociações para um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) no valor de 20 bilhões de dólares (R$ 114 bilhões).

Milei vai para Mar-a-Lago, a residência de Trump, para receber um prêmio. Ele mencionou a possibilidade de um encontro informal caso a agenda permita.

Essa reunião pode fortalecer a posição da Argentina frente ao FMI, especialmente com apoio dos EUA, que detém 16% das ações do organismo.

Banco Mundial (BM) anunciou um "pacote de apoio significativo" à Argentina nos próximos três anos, trabalhando com a equipe de Milei em suas reformas.

A Argentina já tem um acordo de 44 bilhões de dólares assinado em 2018, que é o maior crédito do FMI.

O ministro da Economia, Luis Caputo, espera um primeiro desembolso "elevado" de 40% do total, mesmo sem o acordo fechado.

Recentemente, o governo perdeu mais de 1,2 bilhão de dólares em reservas ao tentar conter a alta do dólar. As reservas do Banco Central estão em 25,436 bilhões de dólares (R$ 144,6 bilhões).

A diretora do FMI, Kristalina Georgieva, considerou razoável o pedido da Argentina por um desembolso inicial de 40%.

Na última semana, o chanceler Gerardo Werthein se reuniu com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, elogiando as conquistas de Milei desde sua posse em dezembro de 2023.

O ajuste fiscal do governo resultou em 4,7 pontos percentuais do PIB em 2024 e várias demissões em órgãos estatais.

A pobreza, que subiu para 52,9% no primeiro semestre de 2024, caiu para 38,1% no segundo semestre. A inflação também teve redução, passando de 211% em 2023 para 118% em 2024, embora ainda elevada.

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