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Milhares protestam em Budapeste contra lei que proíbe parada LGBT

Manifestações em Budapeste reúnem opositores da nova lei que proíbe a Marcha do Orgulho, enquanto governo critica comunidades LGBTQIA+. Participantes afirmam que a medida ataca não apenas os direitos da comunidade, mas a liberdade de protesto em geral.

Milhares de manifestantes protestaram nesta 3ª feira (25.mar.2025) em Budapeste, Hungria, contra uma nova lei que proíbe a marcha do Orgulho LGBTQIA+ e permite o uso de software de reconhecimento facial para identificar organizadores e participantes.

A lei, aprovada pelo Parlamento húngaro em 18 de março, foi proposta pelo partido governista Fidesz e alegadamente protege as crianças.

O primeiro-ministro Viktor Orbán enfrenta desafios políticos e tem criticado a comunidade LGBTQ+ enquanto promete reprimir o financiamento estrangeiro de mídia independente e ONGs na Hungria.

O parlamentar Akos Hadhazy, organizador do protesto, afirmou que a legislação “supõe o fim da liberdade de protesto”.

Cerca de 2.000 pessoas participaram do protesto, gritando palavras de ordem contra o governo. A manifestante Zsuzsa Szabo, de 72 anos, destacou que a questão vai além do Orgulho e abrange a liberdade de reunião.

No dia da votação, manifestantes bloquearam uma ponte em protesto, enquanto o prefeito liberal de Budapeste, Gergely Karacsony, também criticou a nova lei.

Os organizadores da marcha afirmam que o evento não representa uma ameaça às crianças e confirmaram a intenção de realizar a celebração, apesar da proibição.

Por Anita Komuves.

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