Mini-índice (WINV25) derrete com pressão em bancos e piora do cenário externo
O Ibovespa futuro sofre pressão vendedora com forte queda, impulsionada pela decisão do STF e tarifas de Trump. Traders enfrentam novo teste com suporte crítico em 136.250 pontos, enquanto a recuperação demanda superação da resistência em 136.700 pontos.
Ibovespa futuro teve queda de 2,52% nesta terça-feira, fechando aos 136.490 pontos.
Essa queda foi influenciada pela decisão do STF sobre a Lei Magnitsky, gerando preocupação no setor bancário, e pelo aumento das tarifas do governo Trump, que aumentou a aversão ao risco.
No pregão de mini-índice (WINV25), Banco do Brasil caiu -6,03%, Santander -4,88%, Bradesco -3,43%, e Itaú -3,05%. Petrobras também recuou -1,05%, enquanto frigoríficos e Vale reduziram perdas.
No exterior, índices em Nova York recuaram em meio à cautela antes do discurso de Jerome Powell em Jackson Hole.
A forte queda do Ibovespa pode indicar um rompimento de suporte em 136.250/135.960 pontos, com possíveis alvos em 135.475/135.200 e 134.530/133.740 pontos.
Por outro lado, para um fluxo comprador, é necessário ultrapassar a resistência em 136.700/136.970 pontos para buscar alvos em 137.645/137.965 e 138.450/138.955 pontos.
O gráfico diário mostrou uma força vendedora com um candle de baixa, rompendo médias de 9, 21 e 200 períodos, reforçando a pressão de venda.
Recuperação só será possível com a superação da faixa 138.055/139.120 pontos, visando 140.200/140.820 pontos.
A queda abaixo de 136.250/135.200 pontos pode levar a testes em 133.740/132.635 pontos. Atualmente, o IFR (14) está em 41,00, indicando região neutra.
No gráfico de 60 minutos, o viés permanece baixista. A resistência para fôlego comprador está em 136.700/137.330 pontos, com possíveis alvos em 138.040/138.450 e 138.955/140.460 pontos.
Se a queda persistir e o suporte em 136.250/135.365 pontos for perdido, o mercado pode mirar 135.200/133.740 pontos, estendendo o risco para 132.635/131.090 pontos.
(Rodrigo Paz é analista técnico)
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