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Ministério Público abre investigação sobre compra do Master pelo BRB, banco estatal de Brasília

MP de Contas investiga aquisição de R$ 2 bilhões do Banco Master pelo BRB devido a possíveis irregularidades e riscos ao patrimônio público. A operação, que gerou controvérsias, está sob análise restrita após alertas sobre práticas financeiras do banco privado.

Ministério Público de Contas do DF investiga a compra de 49% do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), em transação de R$ 2 bilhões.

O MP requisitou ao BRB que forneça detalhes do processo que autorizou a aquisição.

O negócio, anunciado na sexta-feira, levantou preocupações devido ao rápido crescimento do Master e operações fora do padrão que foram sinalizadas ao Banco Central.

Se forem encontrados indícios de irregularidades, o MP poderá levar o caso ao Tribunal de Contas do DF.

Além da investigação própria, os procuradores analisam um pedido do deputado Fábio Felix (PSOL) sobre os riscos ao patrimônio público.

O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, garantiu que a operação foi técnica e sem ingerência política.

Desde 2021, o Banco Master aumentou dez vezes seu patrimônio e quintuplicou sua carteira de crédito, utilizando Certificados de Depósito Bancário (CDB) com taxas de até 140% do CDI.

O Banco Central impôs novas regras depois de alertas sobre o comportamento ousado do Master, especialmente em comparação com concorrentes.

O BRB está comprando 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do Banco Master, com a operação sujeita a condições que incluem aprovação do BC e do Cade.

O Sindicato dos Bancários do DF expressou preocupação e considerou a compra uma possível gestão temerária.

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