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Ministra de Trump visitará megaprisão de El Salvador

Cristina Noem irá inspecionar a megaprisão Cecot, foco de controvérsias devido ao tratamento dos detentos. A visita ocorre em meio a tensões legais sobre a deportação de venezuelanos acusados de ligações com o crime organizado.

Secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, visitará a megaprisão Cecot em El Salvador nesta 4ª feira (26.mar.2025).

Noem se encontrará com o presidente Nayib Bukele. A Cecot é uma prisão de segurança máxima para integrantes de gangues.

Em 15 de março, o governo de Donald Trump pagou US$ 6 milhões a El Salvador para deportar 238 venezuelanos acusados de vínculos com o grupo Tren de Aragua.

O envio ocorreu sem comprovação das alegações, acionando a Lei de Inimigos Estrangeiros de 1798, permitindo a prisão ou deportação de imigrantes de países em guerra com os EUA.

Uma batalha judicial emergiu após o juiz James Boasberg proibir temporariamente a deportação de venezuelanos. A ACLU e o Democracy Forward entraram com ação contra a aplicação da lei.

A Casa Branca desobedeceu a ordem, afirmando que os aviões já haviam partido ao receber a decisão judicial.

Boasberg pediu esclarecimentos e a administração de Trump invocou o “privilégio de segredos de Estado” para não compartilhar informações sobre a deportação.

No mesmo dia, Boasberg manteve o bloqueio das deportações e garantiu o direito dos imigrantes contestarem as acusações em tribunal.

A Cecot, inaugurada em 31 de janeiro de 2023, tem capacidade para mais de 40.000 pessoas e foi construída para combater gangues, como a MS-13.

Os presos recebem a pena de prisão perpétua e perdem a comunicação com o exterior. O governo salvadorenho flexibilizou leis para permitir detenções sem julgamento.

Os venezuelanos na Cecot ficarão presos por 1 ano, com possibilidade de extensão pela administração Trump.

ONGs de direitos humanos criticam a megaprisão por não atender aos padrões da ONU sobre o tratamento de presos.

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