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Ministro do Trabalho, Marinho tem atuação apagada em pasta e é cobrado por Lula

Luiz Marinho enfrenta dificuldades para implementar sua agenda no Ministério do Trabalho, acumulando fracassos em iniciativas importantes. A falta de apoio político e diálogo com o Congresso tem sido um obstáculo para suas propostas, enquanto aliados esperam por sua saída para a reeleição em abril.

Luiz Marinho, ministro do Trabalho, enfrenta um momento difícil no governo Lula, mostrando-se cada vez mais escanteado.

Diante de várias derrotas em suas propostas, como o fim do saca-aniversário do FGTS e a regulamentação de trabalhadores autônomos, sua influência tem diminuído.

No plano de socorro a empresas afetadas pelo tarifaço de Donald Trump, suas ideias foram amplamente ignoradas, resultando na exclusão de sua única sugestão.

Embora seu desempenho tenha sido criticado, a expectativa é que Marinho permaneça no cargo até abril, com planos de disputar a reeleição. Seu sucessor pode ser o secretário-executivo, Francisco Macena.

Entre as propostas não implementadas, destaca-se a tentativa de reedição do Programa de Proteção ao Emprego (PPE), abandonada em favor de crédito subsidiado para empresas, decisão da equipe do Ministério da Fazenda.

Marinho e seus assessores reconhecem que sua participação na formulação de pacotes e programas foi limitada, sem envolvimento direto com a iniciativa privada.

Ainda, ele enfrenta questionamentos sobre a regulamentação da Lei Paul Singer, criticada publicamente por Lula como uma prioridade que não avança.

Outras promessas, como acabar com o saque-aniversário do FGTS, também falharam, levando Marinho a desistir da ideia diante da resistência política.

A regulamentação dos direitos dos motoristas de aplicativos ainda é uma de suas grandes apostas, mas perdeu força devido à falta de diálogo com o Congresso e à resistência de motoristas e empresas.

Por último, o adiamento de uma portaria que restringe o trabalho em feriados no comércio é visto como um retrocesso frente a pressões empresariais.

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