Ministro israelense propõe anexar Gaza se Hamas não entregar armas
Ministro israelense apresenta plano polêmico para anexar Gaza e enfrenta críticas do Hamas e da comunidade internacional. O projeto prevê deslocamento forçado da população e intensificação das operações militares na região.
Bezalel Smotrich, ministro das Finanças de Israel, apresentou um plano para anexar a Faixa de Gaza na 5ª feira (28.ago.2025).
Se o Hamas não entregar suas armas nem libertar reféns israelenses, a proposta prevê:
- Incorporação semanal de áreas palestinas;
- Deslocamento forçado da população para o sul;
- Cerco das regiões norte e central;
- Anexação completa em 1 mês.
Segundo Smotrich, a estratégia poderia ser concluída “em 3 a 4 meses” e permitiria a Israel “vencer em Gaza até o final do ano”.
O anúncio coincide com um avanço das forças israelenses na Cidade de Gaza, deslocando centenas de milhares de palestinos.
O Hamas classificou o plano como “um chamado oficial para exterminar nosso povo” e acusou Israel de usar fome e cerco como armas de guerra.
O grupo pediu que a comunidade internacional responsabilize líderes israelenses pelo “projeto de genocídio e deslocamento em massa”.
A adoção da proposta por Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, ainda é incerta, embora ele tenha mencionado a retomada do controle total de Gaza.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou sobre a crise humanitária no enclave, afirmando que “a fome não é mais uma possibilidade iminente, é uma catástrofe atual”.
Famílias palestinas enfrentam deslocamento, desnutrição severa e colapso dos serviços básicos.