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Montadora de caminhões elétricos fundada por chinês quer entrar nos EUA de Trump

A Windrose Technology, fabricante de caminhões elétricos, busca expandir sua presença global aproveitando a vantagem chinesa em fabricação, enquanto navega por complexidades geopolíticas. Com planos de abrir capital em Nova York e construir fábricas nos EUA, Han enfrenta desafios decorrentes da crescente desconfiança em relação a empresas chinesas.

Wen Han, fundador da Windrose Technology, fabricante de caminhões elétricos, questiona se a empresa pode ser considerada chinesa. Sua resposta: "de origem chinesa".

A Windrose é financiada por investidores do Austrália, Estados Unidos e fundos estatais chineses, e está baseada na Bélgica. O objetivo de Han é vender caminhões elétricos globalmente e abrir capital em Nova York com meta de arrecadar US$ 400 milhões.

A execução do plano enfrenta desafios de geopolítica e protecionismo. Han reconhece a "chinesidade" da Windrose e defende que a China não precisa ser considerada inimiga dos EUA.

A empresa busca romper com o uso de diesel na indústria de caminhões, aproveitando a cadeia de suprimentos da China. Possui uma fábrica na França e unidades nos EUA, planejando expandir para um novo local até 2027.

No entanto, a Windrose teve apenas 40 caminhões produzidos, bem distante da meta de 10 mil até 2027. Enfrenta obstáculos regulatórios e ainda não teve veículos certificados para venda na América e Europa.

Apesar de arrecadar mais de US$ 300 milhões em três anos, a Windrose se vê em um cenário hostil para startups chinesas, especialmente após tarifas e restrições implementadas pelo governo Trump.

O CEO da Tesla, Elon Musk, é um competidor direto. Han reconhece as contribuições de Musk para as relações EUA-China, embora a Tesla não considere caminhões elétricos uma prioridade.

Em busca de construir sua primeira fábrica nos EUA, Han fez um apelo ao presidente Trump, mas ainda não obteve resposta.

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