Moraes arquiva investigação do caso sobre vacina de Bolsonaro
STF arquiva investigação contra Jair Bolsonaro por falta de provas consistentes. A decisão ocorre após manifestação da PGR que alegou ausência de indícios de fraude no cartão de vacinação do ex-presidente.
Ministro do STF, Alexandre de Moraes, arquiva investigação contra Jair Bolsonaro sobre fraudes em seu cartão de vacinação.
A decisão ocorreu após pedido da PGR (Procuradoria Geral da República) em 27 de março.
O procurador-geral, Paulo Gonet, afirmou que não há indícios suficientes para comprovar que Bolsonaro solicitou a inserção de dados falsos sobre vacinação contra a covid-19.
Gonet declarou: “Não há elementos que justifiquem a responsabilização de Jair Messias Bolsonaro e Gutemberg Reis de Oliveira.”
A investigação da PF apontou a existência de um esquema liderado pelo tenente-coronel Mauro Cid, que confessou ter inserido informações a mando de Bolsonaro. Contudo, a delação de Cid não foi corroborada por outras provas.
A situação é distinta das acusações sobre tentar um golpe de Estado, que possuem evidências suficientes confirmadas pela PF.
Em relação ao deputado Gutemberg Reis, Gonet considerou que há evidências de que ele se vacinou, com publicações favoráveis à imunização em suas redes sociais.
Em março de 2024, a PF indiciou Bolsonaro por crimes de associação criminosa e inserção de dados falsos na investigação sobre fraudes em certificados de vacinação.
A Operação Venire revelou registros falsos no SUS entre novembro de 2021 e dezembro de 2022, com pessoas próximas a Bolsonaro, como sua filha, recebendo certificados sem vacinas.
Não se esqueça: em 21 de dezembro de 2022, o secretário de governo de Duque de Caxias inseriu vacinas falsas no sistema, seguidas de emissão de comprovantes por um usuário vinculado a Cid.
Mauro Cid, preso durante a operação, foi identificado como o responsável pelo esquema, enquanto Bolsonaro teve seu celular apreendido em buscas em sua residência.
A falsificação dos dados de vacinação faz parte dos cinco eixos de atuação criminosa investigados pela PF no inquérito 4874-DF.