Moraes encaminha à PGR pedido de prisão preventiva contra Bolsonaro
Vereadora do PT e advogado solicitam prisão preventiva de Jair Bolsonaro ao STF, alegando incitação a atos ilícitos. Pedido é baseado em ações do ex-presidente durante investigações relacionadas aos ataques de 8 de janeiro.
Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de prisão preventiva contra o ex-presidente Jair Bolsonaro feito por uma vereadora do PT e um advogado de Recife (PE).
O despacho é de 18 de março, antes de Bolsonaro se tornar réu por golpe de Estado.
Após receber o pedido, o ministro relator o encaminha ao procurador-geral, Paulo Gonet. A prisão preventiva é uma medida cautelar que pode ser solicitada durante um inquérito ou processo penal.
A petição é assinada pela vereadora Liana Cristina Da Costa Cirne Lins (PT-PE) e pelo advogado Victor Fialho Pedrosa. Eles pedem a apuração de delitos por parte de Bolsonaro e a aplicação de medidas cautelares.
Os autores afirmam que Bolsonaro convocou apoiadores nas redes sociais para atos em favor da anistia dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília.
Argumentam que isso configura uma tentativa de obstrução da justiça e incitação a novos atos contra a ordem pública.
Dizem que a mobilização é agravada pelo fato de Bolsonaro estar sob investigação relacionada aos ataques de 8 de janeiro, demonstrando sua intenção de influenciar as apurações.
Ao solicitar a prisão preventiva, os requerentes destacam a ausência de arrependimento e a intenção de manter a agenda golpista.
Além da prisão, pedem cautelares como:
- Comparecimento periódico em juízo;
- Limitação de acesso a determinados locais;
- Monitoramento eletrônico.