Moraes manda mulher do “perdeu, mané” para a prisão domiciliar
Ministro do STF concede prisão domiciliar a Débora Rodrigues após pedido da PGR. A cabeleireira foi presa por vandalizar a estátua "A Justiça" durante manifestações antidemocráticas em janeiro de 2023.
STF aceita pedido de prisão domiciliar para Débora Rodrigues dos Santos, 39 anos, presa por pichar a estátua “A Justiça” em 8 de janeiro. A decisão do ministro Alexandre de Moraes ocorre enquanto seu julgamento continua.
A cabeleireira recorreu na 2ª feira (24.mar) solicitando liberdade, alegando que o pedido de vista do ministro Luiz Fux atrasou sua análise de condenação. A PGR negou a liberdade, mas pediu substituição de regime.
Em sua decisão, Moraes afirmou: “SUBSTITUO A PRISÃO PREVENTIVA DE DEBORA RODRIGUES DOS SANTOS PELA PRISÃO DOMICILIAR” e condicionou a decisão ao cumprimento das regras, sob pena de revogação.
Débora é ré da 1ª Turma do STF e pichou a frase “perdeu, mané”, referindo-se ao presidente do STF, Roberto Barroso. Ela se tornou ré em 9 de agosto de 2024. O julgamento abrangia possíveis 14 anos de prisão, mas foi adiado pelo pedido de vista de Fux.
Retirado o sigilo do processo, Débora declarou que participou do ato acreditando ser uma “manifestação pacífica” e que sua ausência afeta seus filhos.
Imagens demonstram sua “contribuição ativa” nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Moraes argumenta que seus crimes se enquadram como “multitudinários”, com responsabilidade penal compartilhada.
Débora permanece presa desde 17 de março de 2023, após a 8ª fase da operação Lesa Pátria, focada em participantes dos atos de vandalismo em Brasília.
A acusação inclui atos semelhantes a outros réus, como o ex-presidente Jair Bolsonaro.