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Moraes puxa investigação contra Kassab de volta ao STF

Ministro do STF reverte decisão anterior e traz investigação de Gilberto Kassab de volta à Corte. Acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, ex-prefeito enfrenta pressão política em meio a alianças delicadas.

Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o retorno de uma investigação contra Gilberto Kassab (PSD), ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo, atual secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado.

Kassab é investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato. Ele teria recebido R$ 350 mil mensais por meio de notas fiscais falsas e R$ 28 milhões em troca de apoio político ao PT.

O caso tramitou no STF até 2020, mas foi enviado à Justiça Eleitoral de São Paulo após Kassab perder o direito ao foro por prerrogativa de função. A decisão de Moraes, publicada em 18 de março, reverte esse entendimento e traz a investigação de volta ao Supremo.

A mudança ocorre após o STF ampliar o foro privilegiado, entendendo que ministros e ex-ministros continuam sob sua jurisdição se os crimes estiverem relacionados à função pública.

A medida tem forte peso político, com Kassab vivendo um delicado equilíbrio de alianças. Ele é próximo ao governador Tarcísio de Freitas e um dos articuladores do PSD na base do governo Lula, enfrentando pressão sobre a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro.

Como aliado histórico de centro, Kassab é visto como uma peça-chave entre governo e oposição. Seu posicionamento em temas sensíveis pode ter grande impacto político. A decisão de Moraes é interpretada como uma forma de apertar o cerco e forçar uma definição.

Kassab também é cotado como eventual candidato ao governo de São Paulo, caso Tarcísio dispute a Presidência da República em 2026, elevando a importância de suas decisões, inclusive as do Judiciário.

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