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MP junto ao TCU pede suspensão de atos relacionados ao leilão do risco hidrológico

Ministério Público questiona legalidade do leilão de passivos do risco hidrológico ao solicitar suspensão de contratações. Subprocurador destaca possíveis prejuízos de R$ 2,5 bilhões aos consumidores decorrentes da taxa de desconto aplicada pelo governo.

Ministério Público solicita ao TCU a suspensão de contratações relacionadas ao leilão de passivos do risco hidrológico até decisão final sobre a legalidade da taxa de desconto fixada pelo governo.

O pedido, assinado pelo subprocurador-geral Lucas Furtado, foi encaminhado ao presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo.

No mesmo dia, a Aneel discutiu o tema e aprovou esclarecimentos, mas não abordou as preocupações do diretor Fernando Mosna sobre a portaria do Ministério de Minas e Energia (MME).

A discussão central é sobre a taxa de desconto (WACC):

  • A Medida Provisória 1.300/2025 estabelece WACC de 9,63%, mas o MME definiu 10,94%.
  • Isso aumenta o prazo das concessões, beneficiando empresas e onerando os consumidores em aproximadamente R$ 2,5 bilhões.

Furtado enfatizou que a Aneel deve garantir sua autonomia e a legalidade dos atos do ministério, reforçando a necessidade de uma análise cuidadosa pelo TCU.

O subprocurador também pediu que o TCU assegure que as agências reguladoras possam questionar atos superiores em casos de indício de ilegalidade.

Segundo ele, a concessão da medida cautelar é vital para proteger o interesse público e garantir um processo transparente e conforme a legislação.

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