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MP prende dono da Ultrafarma, executivo da Fast Shop e auditor fiscal por propinas de R$ 1 bilhão

Empresários e um fiscal de tributos são detidos em operação contra corrupção no setor varejista. Investigações revelam manipulação de processos administrativos em troca de propinas milionárias.

Empresário Sidney Oliveira, da Ultrafarma, foi preso em 12 de setembro durante operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por corrupção envolvendo auditores fiscais que teriam recebido mais de R$ 1 bilhão em propinas.

O executivo Mário Otávio Gomes, da Fast Shop, também foi detido, assim como o fiscal de tributos Artur Gomes da Silva Neto, principal operador do esquema. As prisões são temporárias.

Segundo investigações, processos administrativos eram manipulados para facilitar a quitação de créditos tributários. As empresas pagavam uma “mesada” a Artur, através de uma conta em nome da mãe dele.

O MP afirma que o fiscal forneceu assessoria tributária criminosa às empresas, acelerando a autorização de pedidos. A operação resultou em buscas e apreensões em endereços residenciais e nas sedes das empresas envolvidas.

O inquérito é conduzido pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (Gedec), que disse que a operação foi resultado de meses de investigação.

Os acusados podem responder por corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Secretaria da Fazenda de SP está colaborando com as investigações e instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta dos servidores envolvidos.

A Sefaz-SP reafirma seu compromisso com a ética e a justiça fiscal, repudiando práticas ilícitas e promovendo revisões em seus processos e protocolos.

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