MPF denuncia 13 ex-executivos da Americanas por fraudes de R$ 25 bilhões
Denúncia abrange fraudes de alto valor e aponta esquema liderado pelo ex-CEO. Investigação revela manipulação contábil que resultou em danos significativos para credores e acionistas.
MPF denuncia 13 ex-executivos do Grupo Americanas por fraudes contábeis de aproximadamente R$ 25 bilhões. O caso tramita na Justiça Federal do Rio de Janeiro após a empresa pedir recuperação judicial.
O ex-CEO Miguel Gutierrez liderou um esquema de manipulação contábil para inflar lucros e valorizar ações. Outros denunciados incluem:
- Anna Saicali (ex-CEO da B2W)
- Timotheo Barros
- Marcio Cruz
- Além de outros diretores e executivos
A investigação da Polícia Federal aponta que as fraudes ocorreram de fevereiro de 2016 a dezembro de 2022, prejudicando credores e acionistas. As provas são compostas por e-mails, mensagens e documentos que demonstram a discrepância contábil. Três ex-executivos firmaram acordos de colaboração premiada.
As fraudes incluíam registros de operações de crédito como faturamento. O rombo foi revelado em 11 de janeiro de 2023, resultando na queda das ações da Americanas e uma perda de valor superior a R$ 70 bilhões.
A defesa de Timotheo Barros declarou que vai examinar as acusações, enquanto a Jovem Pan não conseguiu contato com as defesas dos demais. O espaço está aberto para manifestações.
Atualmente, a Americanas enfrenta dificuldades financeiras e entrou com pedido de recuperação judicial em fevereiro de 2024, reconhecendo dívidas superiores a R$ 50 bilhões. Os acionistas se comprometeram a injetar R$ 12 bilhões e os bancos, outros R$ 12 bilhões para manutenção das operações.
Com informações da Agência Brasil