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Mudança na tributação pode levar brasileiras a distribuir dividendos recordes em 2025

a proposta de alteração na tributação que pode incentivar antecipações de distribuição por empresas. JPMorgan indica que setores como imobiliário e de bens de capital têm grande potencial para impulsionar rendimentos aos acionistas até o final de 2025.

Expectativa de alterações tributárias no Brasil pode acelerar a distribuição de dividendos pelas empresas da Bolsa, segundo o JPMorgan.

A emenda do deputado Arthur Lira no projeto de lei do imposto de renda (PL 1.087/2025) garante que lucros e dividendos aprovados até o final de 2025 não sofrerão a nova tributação mínima que começará em 2026.

Dividends apurados a partir de 2026 terão uma incidência de 10% de IR, se remetidos ao exterior ou se um acionista brasileiro receber mais de R$ 50 mil de uma mesma empresa.

Essa mudança pode fazer com que as companhias antecipem pagamentos, distribuindo lucros de 2025 e reservas acumuladas para evitar o aumento da carga tributária. O JPMorgan estima possíveis rendimentos de até 73% aos acionistas.

  • Eztec (EZTC3): rendimento estimado de 73%
  • Multiplan (MULT3): 28% no setor de shoppings
  • Randoncorp (RAPT4): 51% entre os bens de capital

Se mantidas boas condições de endividamento, os rendimentos poderiam variar entre 1% e 44%.

Apesar do cenário promissor, existem dúvidas quanto aos prazos e condições para o pagamento dos dividendos, pois a legislação exige justificativas legais para distribuições não imediatas.

Arthur Lira reforçou que os lucros e dividendos devidos até o fim de 2025 estarão isentos da nova tributação, conforme as regras na data da aprovação.

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