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Mulher que pichou ‘perdeu, mané’ em estátua do STF deixa cadeia e vai para prisão domiciliar

Débora Rodrigues dos Santos, envolvida nos atos de 8 de janeiro, agora cumpre pena em prisão domiciliar. Sua defesa argumenta que ela já cumpriu uma parte significativa da possível pena enquanto o julgamento continua.

Débora Rodrigues dos Santos, acusada de envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023, foi transferida para prisão domiciliar na sexta-feira (28). A decisão foi autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A cabeleireira estava presa preventivamente desde março de 2023, no Centro de Ressocialização Feminino de Rio Claro, em São Paulo. Ela é ré no Supremo pelos crimes de associação criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e dano qualificado contra o patrimônio da União.

Débora ganhou notoriedade ao pichar a estátua A Justiça com a frase “perdeu, mané”. Sua defesa alegou que ela cumpriu quase 25% da pena e pediu a soltura. A PGR se opôs, mas sugeriu a prisão domiciliar.

Em audiência, Débora pediu desculpas e afirmou que não imaginava que os atos seriam “tão conturbados”. Ela alegou que não iniciou a pichação e que estava tirando fotos quando foi abordada por um indivíduo desconhecido.

O julgamento de Débora foi interrompido após pedido de vista do ministro Luiz Fux. Antes da suspensão, Moraes votou por uma pena de 14 anos, sendo 12 anos e 6 meses em regime fechado.

O Partido Liberal (PL) considera lançar Débora como candidata a deputada em 2026. O líder do partido, Sóstenes Cavalcanti (AL), afirmou que essa possibilidade é “muito forte”, mas pode ser inviabilizada se ela for condenada e ficar inelegível pela Lei da Ficha Limpa.

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