Mundo prepara resposta para as novas tarifas de Trump
Países rivais dos EUA preparam contramedidas às novas tarifas de Donald Trump. Incertezas sobre o impacto econômico e a possibilidade de reajustes nas relações comerciais dominam o clima atual.
Parceiros comerciais dos EUA reagem a novas tarifas do presidente Donald Trump, que afirmou que "será muito gentil" em sua guerra comercial.
A porta-voz do presidente, Karoline Leavitt, declarou que as tarifas "entrarão em vigor imediatamente" a partir do dia seguinte.
A diretora da Câmara de Comércio de Sarnia Lambton, Carrie McEachran, mencionou a dificuldade de elaborar um plano diante das incertezas que Trump costuma criar.
Os mercados de ações na Ásia e na Europa mostraram uma leve recuperação após quedas acentuadas.
A chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a Europa possui um "plano sólido" para contramedidas, se necessário. Em Taiwan, o ministro Kuo Jyh-huei destacou que as contramedidas estão sendo avaliadas.
- Vietnã propôs reduzir tarifas sobre produtos.
- Japão criou 1.000 "centros de consulta" para auxiliar empresas.
- Reino Unido busca um "acordo econômico".
Trump deve fazer um grande anúncio na Casa Branca na quarta-feira, ao lado de seu gabinete.
Ele enfatizou: "Outros países se aproveitaram de nós", tentando minimizar a possibilidade de tarifas recíprocas.
Entretanto, analistas como Ian Fletcher sugerem que as decisões de Trump podem gerar impactos problemáticos a longo prazo.
Pesquisas mostram que a maioria dos europeus apoia tarifas retaliatórias contra produtos americanos. Recentemente, China, Coreia do Sul e Japão concordaram em fortalecer o livre comércio entre si.
Desde janeiro, Trump aumentou tarifas de importação para produtos da China, México e Canadá.
Na quinta-feira, Washington planeja impor uma tarifa adicional de 25% sobre carros e componentes fabricados no exterior, com exceção para veículos montados no México ou Canadá.
Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Fernando Dias