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Na França, Haddad defende acordo UE-Mercosul como 'uma alternativa a um mundo bipolar'

Haddad ressalta a importância política do acordo entre a UE e o Mercosul em discurso na França, enquanto enfrenta resistência da agricultura local. O ministro também abordou a urgência de uma abordagem financeira para a crise climática e a necessidade de tributar os mais ricos globalmente.

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu o acordo UE-Mercosul durante conferência na Sciences Po, em Paris.

Haddad enfatizou que o pacto é mais político do que econômico, destacando a oposição da França devido ao lobby dos agricultores locais temerosos da concorrência, especialmente da carne brasileira.

Segundo ele, o presidente Lula vê o acordo como “um desejo político de aproximação” com a Europa, não apenas por razões econômicas.

Durante a conferência, que abordava os dez anos do Acordo de Paris, Haddad afirmou que o enfrentamento da questão climática deve incluir a discussão sobre finanças.

Ele defendeu a tributação dos mais ricos globalmente como um “imperativo moral” contra o avanço das oligarquias.

Haddad também se referiu à guerra de tarifas iniciada por Donald Trump, que ameaça a atual ordem econômica.

No final do discurso, mencionou o filme Ainda Estou Aqui, ressaltando a importância da conexão entre estudantes brasileiros e a luta pela democracia.

Ele se reunirá com o ministro das Finanças francês, Éric Lombard, e almoçará com empresários franceses. Haddad também encontrou o ex-primeiro-ministro Laurent Fabius para discutir a COP 30, que ocorrerá em Belém.

Fabius expressou a necessidade de avançar nas questões climáticas, apesar dos desafios, e ofereceu auxílio da França para melhorias na infraestrutura de Belém.

Horas antes da chegada de Haddad, a fachada da Sciences Po foi vandalizada em protesto, possivelmente relacionado à guerra em Gaza.

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