HOME FEEDBACK

Não há pontes entre governos Trump e Lula, diz Troyjo, que presidiu Banco do BRICS

Ex-presidente do NDB critica aproximação entre os BRICS e países como Irã e Etiópia, apontando riscos para a eficácia do bloco. Marcos Troyjo ressalta a necessidade de diálogo e estratégias mais sólidas para restabelecer relações com os Estados Unidos.

Relações Brasil-EUA estão em nível histórico de distanciamento, segundo Marcos Troyjo, ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e ex-secretário de Comércio Exterior. Durante evento em Curitiba, ele afirmou que nunca houve tanta divergência entre os governos brasileiros e americanos.

Troyjo acredita que o Brasil deve focar em elaborar posições conjuntas para dialogar com os Estados Unidos e destacou a importância do setor privado nessa comunicação.

Ele também expressou preocupação com o BRICS, após a entrada de novos membros como Etiópia e Irã, que pode dificultar a geração de consensos e efetividade em projetos de infraestrutura.

Em relação às tarifas comerciais, destacou que o Brasil possui superávit com a China, mas déficit com os EUA, o que pode impactar negativamente as exportações brasileiras caso a política de tarifas recíprocas de Trump seja implementada.

O economista avisou que o setor de cana-de-açúcar e etanol pode ser o mais afetado, mas destacou a necessidade de articulação dentro do Mercosul para qualquer ajuste tarifário.

Troyjo sugeriu que o Brasil deve formar alianças com compradores americanos para influenciar decisões políticas. Ele acredita que os EUA superestimam sua capacidade de substituir cadeias de suprimento estrangeiras, o que resultará em custos mais altos para os consumidores americanos.

Sobre a relação entre Brasil e Venezuela, Troyjo acredita que aspectos ideológicos terão mais peso do que o comércio bilateral, especialmente diante das sanções dos EUA.

Em relação ao futuro do BRICS, Troyjo vê o alargamento do bloco como um risco de perda de coesão e eficácia, transformando-o em um fórum de declarações políticas sem ações concretas. Ele reforçou que os BRICS devem manter características comuns que as nações membros compartilham.

Leia mais em infomoney