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Netanyahu reforça ameaça de Israel de tomar território de Gaza se Hamas não soltar reféns

Netanyahu reafirma a intenção de anexar Gaza caso reféns não sejam libertados, enquanto o Hamas alerta sobre os riscos à vida dos prisioneiros. A escalada de violência já resultou em milhares de mortes de civis desde o início do conflito em outubro.

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, reiterou nesta quarta (26) a ameaça de anexar a Faixa de Gaza se o Hamas não libertar os reféns. "Quanto mais o Hamas se recusar a liberar nossos reféns, mais poderosa será a repressão que exerceremos", afirmou Netanyahu no Parlamento.

O Hamas respondeu, alertando que os reféns israelenses podem morrer se Israel tentar libertá-los à força. O grupo afirmou estar "fazendo todo o possível" para manter os prisioneiros vivos, apesar dos bombardeios.

No dia 21 de março, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, também ameaçou anexar partes de Gaza, intensificando ataques para pressionar o Hamas.

Desde a retomada dos bombardeios a Gaza, ocorrida na semana passada, pelo menos 830 palestinos morreram, conforme o Ministério da Saúde local. A guerra começou após ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, resultando em 1.218 mortos, a maioria civis, segundo dados da AFP.

Protestos contra Netanyahu cresceram, com cidadãos acusando-o de uma guinada antidemocrática e de desconsiderar o risco para os reféns. O presidente de Israel, Isaac Herzog, também criticou a falta de atenção aos reféns, enfatizando a necessidade de priorizar sua liberação.

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